quarta-feira, 19 de agosto de 2015

A bateria do seu celular pode durar 4x mais, e isso é ótimo!

Bateria, emocionada, declara: "nunca mais terei fome novamente!"
 Tá, eu assumo: o título teve o duplo propósito de implicar com vocês sabem quem e testar se realmente este tipo de título é um chamariz de cliques. Mas embora haja exagero, também existe fato nessa história, já que pesquisadores chineses e americanos acabaram de descobrir uma forma de quadruplicar a vida das baterias! Dá um glória, irmão!

Aprenda a ler: eu não disse que a sua bateria vai segurar 4 vezes mais carga. Eu disse que sua vida vai ser quadruplicada, ou seja: sua expectativa de duração antes de uma troca pode vir a quadruplicar. Se você é daqueles que trocam de telefone a cada 6 meses ou 1 ano, certamente está pouco se lixando, mas as implicações para quem quer manter o aparelho por mais tempo e, principalmente, para o meio ambiente, são muito interessantes.

NUNCA MAIS!!!
De acordo com o Tech Radar, a descoberta se deu por acaso, graças a um acidente com uma aranha radiativa ocorrido durante as tentativas da equipe em retirar um revestimento óxido que se forma quimicamente em nanopartículas de alumínio.

Oi? Não sei, só sei que foi assim. Mas o resultado é o seguinte: como forma de proteger estas nanopartículas contra essa oxidação, os pesquisadores descobriram que basta revesti-las com óxido de titânio, um material condutivo.

E este mesmo óxido de titânio pode ser usado para proteger os anodos de grafite que se encontram presentes nas baterias de Lítio (na verdade, íons de Lítio) que usamos em nossos smartphones! Estes anodos se expandem e contraem a cada ciclo de carga da bateria, o que vai, aos poucos, minando a capacidade da bateria receber e oferecer carga, o que faz com que ela tenha sua vida útil reduzida em um espaço de tempo relativamente curto.

A boa notícia é que os pesquisadores construíram em laboratório algumas baterias usando esta nova tecnologia e descobriram que, após 500 ciclos de carga e descarga (!!!) elas ainda tinham aproximadamente 4 vezes a capacidade de reter carga que as baterias comuns testadas nas mesmas condições.

Infelizmente ainda não dá pra comemorar, porque o relatório feito pelos pesquisadores não trouxe informações sobre quando, de que forma ou mesmo a que preço esta tecnologia estaria disponível para eletrônicos de consumo, mas torcemos para que ela entre logo em escala de produção.

E torcemos para que não vendam a patente à Apple.

MRJ