terça-feira, 11 de agosto de 2015

Gizmodo Brasil: tem jeito?

Meiobit ou bitch slap?

Gizmodo Brasil. Já foi um dos meus blogs preferidos de tecnologia. Aliás, se você for lá agora e olhar direitinho para o que diz o topo da aba do seu navegador, encontrará o seguinte mote: "Tecnologia para pessoas".

Mas quem costuma ir lá sabe que a tecnologia, em si, é só um dos pontos. Ali você vai encontrar uma mixórdia do tipo "Guia dos curiosos" com "Superinteressante" e um ponto de tecnologia aqui e ali.


Mas vou deixar a questão da tecnologia de lado, e abordar apenas a parte das "pessoas". Pessoas nunca foram o foco por lá. Tudo começou com as tretas homéricas entre o anterior dignatário, Pedro Burgos, e sua comunidade de comentaristas.

Autoritário, Pedro discutia nos comentários, às vezes gastando mais caracteres em tretas nos comentários do que propriamente nos posts. A maior parte das discussões, aliás, era referente à defesa da Apple. O povo discordava, ele ia lá e lançava milhaaaaares de linhas em defesa da Apple. Foi um período negro, com zilhões de banimentos por dia!

E foi assim que os comentaristas começaram a deixar de amar o Gizmodo e passaram a amar odiar o Gizmodo.

Depois da saída do Pedro veio o Léo Martins, um cara bem tranquilo, mas que a meu ver não é muito vidrado em tecnologia. Durou pouco, infelizmente, mas ele herdou comentaristas que já não estavam satisfeitos.

Depois dele, assumiu a nossa queridíssima Nadjadjadjadja, que continua lá até hoje. Seu legado? Mordaça, muito mais que o Burgos.

Nem tecnologia, nem pessoas.

Tecnologia é o mínimo. Pessoas, só as que ela acha que podem comentar. E do jeito que ela acha. Banimentos em massa. Banimento até de imagens, inclusive aquelas feitas com caracteres ASCII! Mijou fora do penico, está fora! Banished foreveeeeeeeer!

"Mas Nadja, os posts estão uma porcaria" - banido

"Gizmodo não tem revisão" - banido

"Gizmodo usa Google Tradutor" - banido.

A coisa chegou a tal ponto de ridículo que até outros blogs começaram a sacanear. No mesmo post da imagem que abre este presente post, o Cardoso, do Meiobit, matou a charada: o problema não é só falta de revisão nem o uso do Google Tradutor. Segundo ele, o Giz anda usando minions para escrever seus textos:


Seria isso? Cortes de gastos e o uso da fórmula "estagiários + Google Translate - revisor = Giz"?

Ou, talvez, a criatura apenas seja o reflexo de seu criador. Na época do Burgos, o povo chamava o Giz de iGiz, tal o número de posts (enooooormes) defendendo a Apple.

O período do Leo Martins foi bem mais tranquilo, mas agora temos um período de falta de qualidade e instransigência editorial (vulgo foda-se quem discorda, L'État c'est moi). Será que a criatura segue os passos da criadora?

Fui atrás dessa resposta no Twitter da Nadjadjadja, uma ferramenta pública, onde a criadora da criatura se desvela aos olhos de quem queira ler. São, portanto, palavras dela, não minhas. E são palavras públicas, não provocadas. E estão abertas, disponíveis a quem queira ler. Não há nada de ilegal em repostar, retuitar e copiar e colar. É informação publicada voluntariamente.

Voltemos à questão: criadora (Nadjadjadja) e criatura (Gizmodo BR) têm uma ligação intrínseca? O que ela lê influencia no resultado da linha editorial do Giz?

Post sobre All Star, tem no Gizmodo?

Literatura de qualidade, tem no Gizmodo? Melhores ofertas?
Leitura como castigo: isso deixa trauma?

Falando em alta literatura...
Repito a pergunta: o Gizmodo BR tem jeito? Ou será que ele vai ficar sendo para sempre espinafrado por outros blogs de tecnologia? Se ao menos eles lessem e levassem em consideração os comentários que TODO DIA alertam para a falta de qualidade...

Aliás, os comentários de lá hoje são um lixo completo! Só bobeira, só trollagem infantil. Precisamos de alguém maduro para ler e moderar! Será que a Nadjadjadja faz isso?

Reclama dos comentários no seu blog, então!
É, amigos, acho que criadora e criatura talvez se mereçam, afinal. =/

Abram seus corações nos comentários.

MRJ