terça-feira, 11 de agosto de 2015

Portuinglês - lição de hoje: Coquetel

Calma, negada. Terça-feira ainda!
Olhando para a foto em plena terça-feira, o que te vem à mente: o fim de semana que passou, ou planos para aquele que virá? Estou certo de que este blog é frequentado por gente da mais alta estirpe, e por isso você não vai ler nada aqui sobre cerveja, bebida de gentalha.

Vamos falar de coquetel.

Estou certo de que, se você tem pelo menos 30 anos, a palavra coquetel logo te faz lembrar de outra coisa(NSFW), mas hoje vamos falar de bebida, mesmo.

Todo bebum mundo sabe que um coquetel é feito de bebidas misturadas, mas talvez você já tenha visto alguém pedir um rabo-de-galo sem perceber que a palavra cocktail, em Inglês, significa literalmente...rabo-de-galo!

Isto me remete a um momento nefasto da minha adolescência...


Como vocês sabem, com a entrada do Brasil na II Guerra, os americanos estabeleceram bases militares próprias em território nacional, principalmente no Nordeste, sendo que eles achavam que a cidade de Natal era uma posição estratégica para evitar ataques à costa americana.

Com o estabelecimento das forças armadas americanas no NE, diversos termos migraram direto do Inglês para o Português, e se incorporaram à nossa língua.

O mais conhecido, com certeza, é "forró", corruptela de "for all", termo anglo que constava nos cartazes dos bailes e festas daquela época justamente para atrair os americanos e seu rico dinheirinho.

Os americanos se foram, mas o forró ficou. E como festa sem bebida non ecziste, acrescentamos à pinga, ao goró, à birita, ao mé e tantos outros termos do anedotário cachacístico nacional o famoso rabo-de-galo!

Mas de onde, raios, veio esse nome? De acordo com a Wikipedia, há algumas versões possíveis:

  • 1. Teria sido criada pelo escritor londrino Dr. Johnson. Ele teria comparado a "pecaminosa" mistura de vinhos com destilados fortes aos cavalos de sangue misturado, sem raça definida, que, no interior da Inglaterra, tinham a ponta do rabo cortada (em inglês, cocked tails).
 
  • 2. Na guerra da independência americana, uma taberneira chamada Betsy Flanagan, viúva de um soldado revolucionário, teria roubado as penas do rabo de um galo do inimigo para decorar os drinques que servia em sua taberna.
 
  • 3. Outros relatos relacionam a palavra às rinhas de galo que ocorriam na região do Mississipi, nos EUA, onde penas retiradas do galo vencedor eram usadas para mexer os drinques dos apostadores vencedores.
 
  • 4. Uma outra teoria ainda mais extravagante, diz que os beberrões freqüentadores desta rinhas utilizavam as penas para massagear a garganta, permitindo assim, a ingestão de mais um gole, já que as bebidas eram intragáveis mesmo para estes beberrões.
 
  • 5. E há ainda quem diga sobre um drinque espetacular preparado e batizado por uma linda jovem mexicana chamada Coct
 
  • 6. Talvez a mais plausivel de todas seja que na época da lei seca era de costume dos americanos beber Vermute com Vodka. O famoso Rabo de Galo que no Brasil é elaborado com vermute e cachaça.

Ainda há outras possibilidades, e aqui vale a mesma lógica das religiões e dessa lenda de extraterrestres: acredite no que você mais gostar. Quanto a mim, eu me perfilo ao lado do filósofo Chicó:


Receitas de cocktails e histórias de bêbado são bem-vindas nos comentários.

MRJ