quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Querida, encolhi o PC

Gráfico de crescimento do mercado de mini-PCs
Quem, como eu, acompanha o mercado de informática há mais de 30 anos neste nosso Brasil zoeyro já viu de tudo um pouco. Já tivemos que lidar com CP500 e Apple II, já achamos que o MSX e os micrinhos da família TK eram computadores de verdade e nos apaixonamos pelo Super Sayajin dos PCs naquela época (na verdade, foi ele que introduziu o termo PC): o IBM PC. No caso, o XT, antes ainda do AT.

Desde então, muita água rolou debaixo da ponte. Vieram processadores emblemáticos, de 16 e 32 bits. No meio desse caminho, aparecia no retrovisor da Intel uma tal de AMD, que veio brigando na guerra do clock e resolveu mudar o jogo ao introduzir os processadores de 64 bits no mercado.

AMD sobe, AMD desce, e a Intel continua sendo o padrão de mercado. Uma pena, porque a ampla maioria dos meus computadores sempre foi montada com processadores AMD. Hoje tenho um Intel, mas até meu netbook, comprado em 2010 e que funciona muito bem até hoje, com Windows 10 x64 tem um processador AMD Vision. Acho que é prejuízo para nós, consumidores, ficarmos na mão de um único fornecedor.

Felizmente, nos últimos anos têm surgido outras opções, na forma de mini e micro-PCs, sendo que o mais famoso deles é o Raspberry Pi. E, claro, os próprios smartphones, que nada mais são que computadores de mão, muito mais poderosos, por exemplo, do que alguns desktops que tivemos no passado!

A Intel, lógico, não quer saber de ficar para trás, e está tratando de recuperar o tempo perdido na área de SoCs, já equipando com seus processadores alguns smartphones como, por exemplo, o  ASUS Zenfone 2, com seu Atom Z3580.

No que se refere (Dilma feelings) aos mini-PCs, já há alguns deles equipados com processadores Intel, inclusive um lançado pela própria empresa (e também um computer stick), e parece que alguém por lá gostou da brincadeira de miniaturização, e resolveu partir para a miniaturização dos PCs de um modo geral. Assim nasceu um novo padrão de placas-mãe: 5x5 (de 5.5 x 5.8 polegadas).
O novo modelo virá com um soquete para instalação de um processador LGA (desde os Celeron até os Core i7, com TDP de até 65W) e cooler da Intel e operará com memórias de notebook (SO-DIMM). 

  O novo padrão, apresentado na IDF 2015, é menor que o mini-ITX (170x170mm), e só é maior que as placas do mini-PC NUC, da própria Intel, que mede 4x4 polegadas. Na ocasião foi mostrado um protótipo com uma porta de rede Ethernet, slot mini-PCI-E, 2 slots SO-DIMM, um slot para SSD M.2, uma porta SATA 6GB, 2 portas HDMI e 2 portas USB 3.0.
 
Com este novo padrão de placa será possível montar desktops com menos de 1 litro de volume. Se, por exemplo, usarmos um gabinete de 39mm de altura, colocarmos um SSD no padrão M.2 e um processador com TDP de apenas 35W, teremos um PC que ocupará uma área de 850ml.

Apesar do dólar estar custando os olhos da cara, eu já tô aqui babando num desses, mas preciso de maiores informações sobre que placas de vídeo seriam ideais para usar um bichinho desses como HTPC e, claro, para jogos. Roda Crysis?

MRJ