segunda-feira, 28 de setembro de 2015

As aventuras de Ao Seu e seu primo Fudêncio - parte 2

Se houver uma edição em 2015, me chamem!
Há muito tempo atrás, num blog muito distante, publiquei a primeira parte das aventuras de duas figuraças fazedoras de merda. Se você não leu, pare o que estiver fazendo agora, clique aqui e leia, porque vale a pena.

Agora que você já leu - ou releu - a primeira parte da saga dos dois primos pinheiros merdeiros do Paraná, tenho a alegria incomensurável de comunicar-lhe que nosso espirituoso amigo Ao Seu acabou de me mandar algumas novas traquinagens, e terei o prazer de dividi-las com vocês. Vamos à parte 2:
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Certo dia, na casa do Fudêncio, estávamos eu, ele e seu irmão Fudânio. Sempre ficávamos na janela da frente fazendo merda com as pessoas que passavam embaixo, pois a janela ficava exatamente em cima de onde não havia marquise. 

Jovávamos moedas antigas atrás das pessoas só para vê-las voltar para pegar (e jogá-las fora xingando, logo em seguida). Também jogávamos cascas de banana e outros mimos.

Neste dia, porém, estava chovendo. Então, decidimos que seria mais interessante jogar baldes de água nas pessoas que passavam de guarda-chuva.

Era muito engraçado ver a reação das pessoas, mas os dois melhores foram o guarda-chuva que quebrou com a força da água e o cara que estava com o guarda-chuva um pouco para trás e a força da água o empurrou ainda mais para trás, fazendo o cara levar um banho.

Mas o melhor ainda estava por vir.

Quando nos cansamos de ter de ir ao banheiro para encher baldes, acabamos ficando por ali, só olhando. E foi aí que nos demos conta de que havia muitos guarda-chuvas da Madonna, cafonérrimos (ui!). E começamos a contar. Um, dois, cinco dez, vinte...


Então, um deles parou logo abaixo da janela e entrou no prédio. Quando a mãe deles abriu a porta, rolávamos no chão de tanto rir.

- Do que vocês estão rindo? - ela perguntou.

E o Fudêncio respondeu: 

- É que a gente estava contando quantos guarda-chuvas cafonas da Madonna passavam, e o seu foi o vigésimo nono!
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Sinceramente, espero que o Ao Seu tenha sido defenestrado e que Fudêncio e Fudânio estejam de castigo até hoje. E sem sobremesa.

MRJ