quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Brinquedos Estrela: cadê o cuidado com a educação?

Quem nunca teve um brinquedo dessa marca?
Algumas coisas passam perenes pelas nossas vidas. Desde a infância, todos nós conhecemos o logo acima, que identifica os brinquedos da marca Estrela, e, com certeza, todos nós, que somos de antes da era do PLEISTEIXO, tivemos pelo menos um brinquedo Estrela, enquanto sonhávamos com muitos outros (sim, o Jogo da Vida também é dela!XD).

Na minha primeira infância, me lembro de ter tido o Trenzinho Musical e, assistindo a um vídeo atual, acabei de me lembrar de que era divertido, apesar de ter mais fome por pilhas do que o diabo por almas e de fazer mais barulho no seu próprio mecanismo do que nas músicas que tocava, por ser todo mecânico (o disco é um cartão perfurado feito de plástico!):


Fui ficando mais velho e fui ganhando outros brinquedos. Me lembro de ter tido também o Aquamóvel (no meu caso, o amarelo) e um Ferrorama XP-300 (na época, o top de linha era o 400. O 500 só veio quando eu já era adolescente).

O Autorama ficou no campo dos sonhos, e com certeza tive outros brinquedos da marca, mas estes foram os que eu me lembrei agora. Mas o brinquedo que eu mais curtia, mesmo, era o Playmobil, que não era da Estrela. Era de outra marca, que seria mais...digamos...profética:

Playmobil não era estrela: era Trol
Eis que outro dia, passando diante de uma loja de brinquedos, me deparo com um brinquedo atual da Estrela, chamado "O Tesouro da Serpente". Um jogo tecnológico, que faz uso de sensor de movimento e estava à venda por R$ 199,99 naquela loja. Este é o brinquedo:


E esta é a sua caixa:

Brinquedos são para crianças, e, neste caso, a classificação indicativa é superior a 4 anos de idade. É razoável que uma criança em fase de alfabetização (lá pelos 6-7 anos) queira (e ganhe) um. Sim, é natural, até.

Mas...a Estrela falhou miseravelmente no sentido educativo do brinquedo. Acompanhe comigo no replay: ENHANCE!!!

OPA!
Percebeu algo de errado aí? Não? Pois devia, já que há um erro crasso que vai contribuir para atrapalhar o aprendizado seu filho/sobrinho e os amiguinhos dele!

Observe a construção da frase: "Se a serpente te(...)". Há um condicional aí, e esta condição depende de um evento. Um evento futuro. Há uma possibilidade, uma suposição! Por isso, o tempo verbal a ser utilizado é o futuro do subjuntivo, e qualquer criança deveria saber disso.

E como se conjuga o verbo "ver" neste caso?

Se eu vir
Se tu vires
Se ele/ela vir
Se nós virmos
Se vós virdes
Se eles/elas virem

Então, meus amigos, a frase correta seria "Se a serpente te vir, ela ataca". Não obstante, o erro está grafado em destaque na caixa de um brinquedo que custa 200 reais e que tem como público-alvo crianças em fase de alfabetização.

Brinquedos não são apenas brinquedos. Eles geram expectativas, sonhos, criam mundos na imaginação das crianças e, assim sendo, tudo deve ser pensado para que elas tenham a melhor experiência!

Vamos fazer uma "trollagem do bem"? Marquem este post no seu G+, divulguem no seu Facebook, grupos de WhatsApp e onde mais for possível. Vamos fazer esta mensagem chegar à Estrela e aguardar por uma resposta dela!

MRJ