quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Vamos falar sério sobre: deficientes físicos

Ceguinho é a vovozinha!
Está inaugurada uma nova série, chamada "vamos falar sério sobre:". Aqui, vamos abordar assuntos do dia-a-dia que a gente geralmente deixa passar batido, mas que fazem parte da nossa vida.

Dia desses, estava lendo algo no Meiobit quando o assunto deficiência física veio à tona, e um dos comentaristas, inclusive, tornou público que ele mesmo é surdo e sente muito preconceito por parte das pessoas com relação a ele.

Confesso que achei estranho, porque eu mesmo não tenho esse tipo de preconceito. E, claro, também não sou daqueles que gritam com os cegos (sim, tem gente que parece que acha que o cego é surdo, e fala mais alto pra garantir que ele vai entender...kkkkk).

Na minha vida escolar, tive colegas cadeirantes, com dificuldades de fala e surdo-mudos. Sim, porque surdo é uma coisa, mudo é outra coisa e surdo-mudo é, ainda outra coisa, se você não sabe! Veja o exemplo de um mudo que não é surdo:


Se você riu, Capiroto, o Capeta Caipira, vai te pegar. Mas espero que tenha ficado claro que este menino ouve, embora não fale, talvez por algum problema congênito, mas fique esperto, porque ninguém está livre. Conheci algumas pessoas que tiveram doenças que a deixaram mudas (câncer na garganta faz isso).

Voltando à (quase) seriedade: deficiência física pode ser algo limitante na vida de quem a possui, mas não faz sentido ser preconceituoso com relação a isto. Muito pelo contrário! É o caso de nos unirmos e buscarmos, como sociedade, garantir melhores condições de vida para estas pessoas.

Existem algumas deficiências natas e outras que são adquiridas (ou seja, ninguém tá livre, nem eu nem você, mas não se anime: dificilmente você vai virar um Demolidor!), mas, num tempo tão tecnológico como o que vivemos, deficientes de verdade são as cidades onde vivemos.

Faltam calçadas decentes e rampas de acesso para os cadeirantes, faltam aquelas adaptações para guiar os cegos nas calçadas, faltam semáforos com som, faltam elevadores para cadeiras de rodas em diversos prédios públicos e nos ônibus...enfim, tanta coisa (que já existe e está disponível) que dá pra perceber que os verdadeiros deficientes (de caráter) são os que estão no (des)Governo.

Sim, os deficientes são eles, porque o deficiente físico (o termo mais usado hoje é PPNE - Pessoa Portadora de Necessidades Especiais) pode fazer muito e tem, geralmente, mais garra do que a média das pessoas sem deficiência.  Nossos atletas paraolímpicos - que são os melhores do mundo já algum tempo - estão aí para provar isto!

Mesmo assim, encontramos gente idiota que cisma em ser preconceituosa e sem-noção, como este imbecil aqui do vídeo abaixo, que achou que seria divertido bater num jovem cego. O cego, na verdade, era ele, porque não conseguiu ver (rá!) que ia dar merda:


Se fodeu, e eu acho é pouco.

Isso aqui foi só uma introdução. O objetivo é discutirmos, então vambora pros comentários conversar, que eu já escrevi demais.

MRJ