sexta-feira, 9 de outubro de 2015

As aventuras de Ao Seu e seu primo Fudêncio - parte (de) 4

Nosso comentarista-colaborador +Alceu Filho  (o famoso Ao Seu) de vez em quando nos manda umas merdas pérolas. Já contou suas aventuras com seu primo no motel Salão do Automóvel, em casa e até no curso de Inglês. Desta vez, seremos brindados com suas aventuras de farofeiros na praia. Brace yourselves.

Era um feriado de 1994, em Guaratuba, praia do Paraná. Estávamos em um grupo de 5 “moleques” (todos na faculdade).À noite, não estávamos a fim de ir à balada, então saímos para fazer alguma bagunça. 

Chegando na esquina, vimos uma casa onde havia umas pessoas na sala, e resolvemos pensar em algo para assustar aquela gente. Combinamos de fazer o seguinte: primeiro o Bola de Pelos pularia o muro para apagar a chave geral da casa, e o Fudêncio se aproximaria da porta da frente com um tijolo na mão, enquanto eu, o Vando e o Japonês ficaríamos olhando. 

Então nos aproximamos, sem fazer barulho, e os dois foram se posicionar para o ataque, enquanto os outros 3 ficamos na retaguarda. Só que, enquanto o Bola de Pelos nem tinha terminado de pular o muro ainda, o Fudêncio, no seu melhor estilo, tacou o tijolo na porta com toda a força e saiu correndo, rindo.
 
O Bola, então, parou, deu um passo para trás, olhou o muro, olhou o disjuntor, correu, desligou o disjuntor, correu de volta, pulou o muro, caiu, rolou no chão, levantou e correu como um louco, sem olhar para trás. A gente dava tanta risada que teve que parar de correr, enquanto o Bola de Pelos, que já havia nos ultrapassado, sumia na nossa frente. Sorte nossa que o pessoal da casa se cagou tanto de medo que não teve coragem de abrir a porta. 
 
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Em Guaratuba havia uma loja de bicicletas duas quadras atrás da nossa casa. Certa vez, do nada, descobrimos que o alarme da loja era muito sensível, e tocava com qualquer pedrinha que a gente jogasse na porta.

A partir de então, a loja passou a ser ponto obrigatório. Toda noite passávamos lá pelo menos uma vez para ver o alarme tocar. 

Até que, um dia, o dono ficou escondido esperando a gente passar, e, quando jogamos a pedra, ele saiu correndo atrás. Aí ele se fodeu de vez. A gente começou a passar pelo menos 3 vezes por noite, só para vê-lo correndo de chinelo atrás da gente. 

Acho que ele gastou o chinelo.