sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Zadok, The Priest, de Händel

Você com certeza já ouviu, mas talvez nem saiba.
Por incrível que pareça, este malcriado maluco que vos escreve um monte de asneiras e que comumente passa lá no ODZ para discutir Rock & Roll às sextas-feiras também gosta de boa música clássica. Gosto, pelo menos desde os 17 anos, quando assisti Amadeus (sim, eu tenho o DVD) e decidi que aquilo era bom demais!

Talvez por influência do filme sobre minha (então) jovem mente, ainda hoje admiro Mozart sobre todos os outros autores desse gênero, cuja obra, sonoridade, alegria musical e todo o sentimento a eles ligado, para mim, só encontra paralelo nesta música de Tchaikovsky (se não tiver paciência, avance até 5:30). Foda é pouco. Nesse nosso Brasil HUEzeiro, infelizmente, esse tipo de música não tem divulgação nem vende, e, por isso, tive que comprar e baixar Romeu e Julieta completo online num site estrangeiro.

Händel não é dos meus favoritos. É um dos favoritos da minha mulher, que ama o Messias. Se você acha que nunca ouviu Händel na vida, eu te garanto que você conhece pelo menos uma música do Messias: Hallelujah (o famoso "Aleluia de Handel").

Mas hoje eu quero apresentar a vocês outra música de Händel: Zadok, the Priest. A música é essa do vídeo abaixo. Assistam e ouçam com atenção, porque vocês meio que a conhecem:


A letra é pequena, e diz apenas o seguinte:

Zadok the Priest, and Nathan the Prophet anointed Solomon King.
And all the people rejoic'd, and said:
God save the King! Long live the King!
May the King live for ever,
Amen, Allelujah.
A letra é baseada na passagem bíblica onde é narrada a unção e coroação do Rei Salomão (I Reis 1:38-40), efetuada pelo sacerdote Zadoque e pelo profeta Natã, e Händel a compôs justamente para a coroação do rei inglês George II, em 1727, de acordo com a Wikipedia e, desde então, tem sido tocada em todas as cerimônias de coroação.

Agora nos resta esperar a rainha Elisabeth bater as botas para que a ouçamos na coroação do príncipe William. Alguém aí falou Charles? Duvido. Depois de tanto escândalo, ele não tem moral para ser rei, já que o rei da Inglaterra também é o chefe da Igreja Anglicana. Mas William tem fama de bom-moço. Eu apostaria nele.

Mas por que o MalcriadoRJ resolveu falar de música clássica logo hoje, sexta-feira? E por que logo essa música? Simples, jovem Gafanhoto: porque um certo Tony Britten, em 1992, resolveu pegar esta música de Händel, adaptá-la, trocar-lhe a letra e transformá-la nisto:


Não falei que vocês meio que a conheciam? Sim, o cara kibou uma música centenária(sem direitos autorais, portanto), bíblica, solene e a transformou no Hino da Liga dos Campeões da UEFA.

E quando você achou que o nível de zoeyra já estava alto, eis que vem algum maroto e resolve devolver a música, originalmente concebida para ser cantada em igrejas, ao seu ambiente natural. Nível de trollagem>9000:


E tem gente que ainda me acusa de ser troll!

EDIT: após acabar de ouvir a abertura de Romeu e Julieta, fica o desafio: vejam se não há semelhança entre o final dela (entre 19:30 e 19:44 aqui) e o final do tema original de Star Trek, aqui. Inspiração ou clonagem?

 MRJ